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Pesquisas, encontros e descobertas: Os congressos científicos na formação dos estudantes da Facom/UFJF.

  • Foto do escritor: petfacomufjf
    petfacomufjf
  • 7 de jun.
  • 5 min de leitura

Atualizado: 8 de jun.

am crachás de identificação verdes e brancos em primeiro plano, alinhados horizontalmente. Cada crachá traz o logotipo "ALCAR Sudeste 2026" e os nomes escritos à mão de participantes da UFJF: Ana Elisa Sartori, Mª Fernanda Silva e Clarisse Benony. O fundo da imagem mostra um pátio arborizado ao ar livre, com destaque para um tronco cheio de frutos redondos à esquerda (uma árvore de abricó-de-macaco) e, ao fundo, a fachada amarela de um edifício histórico com janelas em arco.
Foto de Maria Fernanda de Souza - Registro dos crachás do congresso - ALCAR SUDESTE 2026.

O silêncio que toma conta do auditório segundos antes de uma apresentação costuma ser acompanhado pelo nervosismo de quem se prepara para expor meses de pesquisa. Mas, à medida que surgem perguntas, comentários e contribuições de pesquisadores de diferentes instituições, a tensão inicial dá lugar ao diálogo. Foi essa experiência que se repetiu nos congressos científicos dos quais participaram os bolsistas do Programa de Educação Tutorial da Faculdade de Comunicação da Universidade Federal de Juiz de Fora (PET Facom/UFJF). Descobrindo um espaço para divulgar suas produções, ampliar perspectivas, estabelecer conexões acadêmicas e compreender a comunicação como um campo dinâmico de construção coletiva do conhecimento.

Fotografia da fachada da Biblioteca Central de uma universidade, parcialmente oculta pelas folhas verdes de árvores em primeiro plano. O edifício possui uma estrutura curva com uma grande vidraça de grades azuis claras sob um telhado de telhas cerâmicas avermelhadas. Na parede branca logo abaixo, lê-se a inscrição em letras azuis "BIBLIOTECA CENTRAL". Ao redor, há postes de iluminação pública globulares e placas de sinalização roxas e azuis.
Foto de Carlos Manuel - Registro da biblioteca central da UNIFOA - Volta Redonda/RJ em ida para o Intercom Sudeste- 2026

Conta para gente!

Para muitos graduandos, a participação em congressos representa o primeiro contato com a comunidade científica externa. Foi o caso de Maria Fernanda de Souza, que apresentou sua primeira pesquisa como bolsista do PET-FACOM/UFJF, chegando ao evento carregando inseguranças.



“Eu estava muito nervosa antes para tudo... Apresentação, como as pessoas iam reagir ao que eu estava levando. Tinha medo de ser algo muito imaturo. Mas a recepção foi totalmente o contrário. As pessoas foram super parceiras e conselheiras. Saí de lá com muito mais gás para continuar a pesquisa e percebi que estou no caminho certo”.

O sentimento de descoberta também aparece no depoimento de Gustavo Barreto. Para ele, uma das principais riquezas dos congressos está na possibilidade de encontrar pessoas que compartilham interesses semelhantes.


“Foi uma experiência muito boa de trocas, de ver que tem gente em todo lugar que se interessa pelo que a gente pesquisa e poder conversar com pessoas diferentes sobre um assunto incomum. Criou um ambiente legal de curiosidade e pertencimento."

Essa dimensão coletiva da pesquisa acadêmica aparece em praticamente todos os relatos dos bolsistas. Carlos Manuel, que apresentou tanto um trabalho audiovisual quanto uma pesquisa sobre cinema no Intercom, destaca a qualidade dos debates e a conexão entre os trabalhos apresentados.


“Os trabalhos se conversavam de alguma maneira, não só nas temáticas, mas também nas referências e nas conclusões. As discussões foram muito produtivas. Vi muitas pessoas interagindo, fazendo novas conexões e compartilhando referências bibliográficas. Recebi indicações que podem fortalecer meu artigo e ampliar minha pesquisa.”

A ideia de pesquisa como diálogo também marcou a experiência de Laura da Cruz no Intercom Sudeste de 2026. Ao apresentar um estudo sobre a obra Jogos Vorazes, ela encontrou um espaço para testar hipóteses e refinar caminhos metodológicos.


“Foi uma boa oportunidade para compartilhar o que estou pesquisando e analisar minha própria linha de pesquisa. Consegui ver com mais clareza o que quero continuar trabalhando e quais caminhos pretendo seguir.”

Para Clarisse Benony, o ambiente favoreceu não apenas a apresentação dos resultados, mas também o amadurecimento da própria pesquisa.


"Quando você sai daquela bolha que você está acostumada e tem pessoas de fora valorizando o que você está produzindo e te dando boas recomendações, é sempre muito gratificante."

Ja Ana Elisa Sartori, durante o Alcar Sudeste, além das contribuições acadêmicas, destaca o contato com estudantes e pesquisadores de outras instituições como uma das grandes riquezas do congresso.



"A gente pôde conversar com outras pessoas de outras faculdades e trocar ideias com pessoas de cursos diferentes para aprender mais sobre outras pesquisas, outras ideias, outros temas. Foi bem divertido."

Ambas destacam a importância da organização dos grupos de trabalho por afinidade temática, permitindo que diferentes pesquisas dialogassem entre si e gerassem contribuições mútuas. Mais do que uma vitrine para trabalhos, os congressos funcionam como laboratórios de ideias em constante construção.

Um caminho para pós-graduação

Participar de congressos também representa um importante investimento na trajetória acadêmica dos estudantes. Além de enriquecer o currículo Lattes, as apresentações permitem que graduandos recebam avaliações qualificadas sobre seus trabalhos, ampliem repertórios bibliográficos e desenvolvam habilidades de argumentação e exposição pública.


Essa experiência pode ser decisiva para quem pretende seguir na pós-graduação.

A ex-bolsista do PET-Facom Alice Sagatério, atualmente mestranda da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atribui parte importante de sua formação acadêmica às experiências vividas durante a graduação.

Participar do PET me possibilitou desenvolver pesquisas do meu interesse e acho que me ajudou ter esse olhar aguçado de pesquisador, esse olhar curioso. Acredito também que a participação nos módulos de pesquisa, me possibilitaram também ter contato com várias correntes teóricas diferentes, vários objetos diferentes, várias abordagens, o que me fez experimentar o que eu queria antes mesmo de chegar na pós-graduação. Então isso me deixou com um perfil muito mais maduro para decidir, primeiro, um programa de pós-graduação que fizesse sentido para os meus interesses e também para ter maturidade, para escrever o meu pré-projeto,
Alice Sagatério: Ex-petiana/Mestranda ECO-UFRJ
Alice Sagatério: Ex-petiana/Mestranda ECO-UFRJ

Com carinho o grupo reencontrou Alice na última edição do Encontro Nacional de História da Mídia – ALCAR 2025, que aconteceu na sua nova instituição - a UFRJ - seu relato demonstra que a sua produção científica e a participação em eventos acadêmicos durante a graduação funcionaram como uma ponte entre a graduação e futuras trajetórias na pesquisa.

Ei fique atento! Congressos para ficar de olho 👀

Intercom Nacional 2026

Modalidade para graduandos: Intercom Júnior.

Submissão de artigos completos: até 1º de junho de 2026.


MEISTUDIES

Primeira etapa: submissão de resumo expandido entre 12 de maio e 30 de julho de 2026.

O resumo deve conter entre 450 e 700 palavras (sem contar as referências).

Segunda etapa: após aprovação, envio do texto completo até 10 de outubro de 2026.

O artigo final deve conter entre 4.000 e 7.000 palavras.

Eventos já realizados em 2026

Encontro Nacional de História da Mídia – ALCAR 2026

Congresso de Ciências da Comunicação na Região Sudeste - INTERCOM Sudeste

Associação Latino-Americana de Pesquisadores em Comunicação - ALAIC

Embora as edições deste ano já tenham ocorrido, os eventos costumam abrir novas chamadas de trabalhos anualmente e podem ser acompanhados pelos estudantes interessados em futuras participações. Se você tem interesse pela pesquisa acadêmica, mas ainda possui dúvidas sobre como começar, pode nos procurar. Estamos sempre abertos para compartilhar experiências, trocar referências e conversar sobre possibilidades de participação em eventos científicos. É importante lembrar que a produção acadêmica não se restringe aos projetos de iniciação científica, extensão ou às atividades desenvolvidas no próprio PET. Pesquisas realizadas em disciplinas da graduação, trabalhos de conclusão em desenvolvimento e até investigações motivadas por interesses pessoais também podem ser adaptadas e submetidas a congressos. Afinal, a pesquisa nasce da curiosidade e uma boa conversa pode ser o primeiro passo para transformar uma ideia em um trabalho acadêmico.

O PET-Facom topa suas ideias! Reportagem de Marco Antônio Carvalho Gomes, estudante de jornalismo e bolsista Pet.



"Acredito que a graduação é o momento mais experimental da formação profissional, atualmente sou estagiário de jornalismo no IF SUDESTE - Campus Juiz de Fora e bolsista PET, em ambos ambientes consigo perceber como a atuação profissional e produção cientifica andam lado a lado, até mesmo em projetos mais experimentais que me envolvo, acabo em algum momento me perguntando; ''como essas práticas podem ser incorporadas a uma produção científica/acadêmica?" . Os congressos são pontes destes dois mundos, oficinas, palestras, os grupos de trabalhos e em alguns, exposições de trabalhos práticos... É a materialização de tudo que acredito como um espaço de experimentações. Ainda que possa melhorar - estrutura, divulgações e até mesmo mais inovações. Mas definitivamente é uma experiência que indico até para quem ainda não tenha um interesse expecífico na pesquisa.



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